Trabalho remoto: salários, turnover e eficiência

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Lethicia
O período que passamos em casa como forma de conter os danos causados pelo coronavírus fez com que nós, como sociedade, experimentássemos algo que, até então, era realidade para poucos: o trabalho remoto. Durante o pico da pandemia, sem perspectiva de vacinação e, consequentemente, uma possível melhora, trabalhar de casa era a única opção viável para diversas empresas e seus funcionários.
Hoje, no entanto, após quatro doses de vacina, fim da obrigatoriedade do uso de máscaras e aglomerações de volta à legalidade, o trabalho remoto continua em alta. Segundo estudo da Catho, site de classificados de empregos, as vagas no modelo home office aumentaram 496% em 2022. Tudo indica que o trabalho remoto veio para ficar, mas os seus vários benefícios ainda passam despercebidos por alguns líderes.

Bem-estar saiu do lugar de “luxo” e passou a ser realidade

Segundo pesquisa do  Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, uma em quatro pessoas poderia trabalhar remotamente. A partir do momento em que estes funcionários entendem que suas funções podem ser exercidas de qualquer lugar e não se limitam a um escritório, vem uma segunda realização: todas as horas perdidas no trânsito poderiam ser investidas em centenas de outras atividades.
Após conhecerem de perto a qualidade de vida alcançada através do home office, trabalhadores dos mais diversos setores passaram a procurar e valorizar a modalidade. As gerações atuais não enxergam mais o bem-estar como moeda de troca, o que impacta diretamente nos salários e empresas.

Mais dinheiro na carteira ou home office?

Outra pesquisa, dessa vez realizada pela Society of Human Resources, nos permite entender, através do monetário, o tamanho da aceitação do trabalho remoto. Basicamente, nem mexendo no bolso o trabalho presencial volta a ser aceitável para a maioria dos respondentes, já que aceitam salários menores para exercerem suas funções remotamente.
Apenas a partir de 20% de aumento salarial consideraram voltar ao escritório.
Como o preço dos serviços prestados diminui, a situação é extremamente benéfica no combate à inflação.

Mas e os empregadores?

Líderes e gestores também são impactados positivamente neste contexto, já que não sofrem pressões tão grandes de aumento salarial como sofreriam no escritório. Além disso, o gasto diminui de outras diversas maneiras: custos com alimentação, limpeza, eletricidade, e tudo mais o que envolve manter um local de trabalho funcionando, ficam muito mais baixos. No home office, a retenção de colaboradores é consideravelmente maior, auxiliando a manter uma diminuir a taxa de turnover.
No entanto, alguns líderes ainda possuem uma má impressão do modelo de trabalho por acreditarem que o presencial traz interações poderosas e um aumento significativo na produtividade. Apesar de não passar de uma teoria (enquanto existem vários estudos que apontam que a produtividade se mantém ou até aumenta no trabalho remoto), existe uma maneira de empregadores e funcionários se encontrarem no meio do caminho e, de certa maneira, garantir a satisfação de todos. É aí que entra o trabalho híbrido.
Com ele, as reuniões presenciais ainda existem, o contato e networking são maiores e as horas gastas no trânsito não são tantas. Os benefícios do home office ainda são aproveitados e, os do escritório, também. No caso do trabalho híbrido, o ideal é apostar na comunicação a fim de chegar na melhor frequência para a equipe, não abdicar da flexibilidade e respeitar trabalhadores que não podem deixar o trabalho remoto, como os que residem em outras localidades.
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